Moçambique assinala hoje a passagem do primeiro aniversário
da assinatura do Acordo de Paz Definitiva. Dos compromissos selados através do
acordo selado na Praça da Paz, já há passos visíveis, mas o processo ainda não
terminou.
A assinatura do Acordo de Paz Definitiva no país, depois de
um longo processo de diálogo entre o Governo e a Renamo, resultou de
negociações que começaram num clima de maior tensão política e militar, com
idas e vindas, tendo terminado com entendimentos selados na Praça da Paz, na
cidade do Maputo. Numa mensagem alusiva a esta data, Filipe Nyusi felicitou a
Renamo pelo acontecimento e recordou o caminho que o processo seguiu.
“O percurso foi repleto de desafios, tivemos de navegar
pelas tormentas para mantermos o nosso rumo para a paz, um desiderato que não
se afigura fácil. O Acordo de Paz e Reconciliação foi o culminar de uma
etapa do longo processo de diálogo político que encetamos com a liderança da
Renamo, visando pôr fim a um conflito armado que, ainda que localizado,
dilacerava o tecido social e económico do país, bem como condicionava o
aprofundamento do Estado de Direito Democrático” recordou.
Nyusi recordou ainda alguns momentos sinuosos que o processo
seguir, mas destacou a resiliência e a firmeza na caminhada, que já está a dar
resultados esperados.
“Mais de 500 antigos guerrilheiros da Renamo regressaram às
suas casas para se juntarem às suas famílias e começar uma nova vida. Os
antigos guerrilheiros exprimiram a sua satisfação pela sua reinserção, estando
desejosos em abraçar novas formas de vida e conviverem pacificamente com os
seus vizinhos”.
Ainda assim, admitiu que prevalecem desafios, salientando
que serão, também ultrapassados.
“O desafio que hoje enfrentamos é mantermo-nos fortes,
corajosos no caminho da paz e reconciliação sem quaisquer hesitações – nem
pausas e muito menos sermos desencorajados e recuarmos – mas devemos sim
continuar na nossa trajetória para o alcance do desejo de todos os moçambicanos
de viver livremente e em paz.


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