Um ranking publicado pela África revela os cantores ou músicos mais ricos e sucedidos nascidos em Moçambique. Mariza, a maior referência do Fado da atualidade, lidera

Marisa dos Reis Nunes, mais
conhecida por Mariza, nasceu na antiga cidade de Lourenço Marques (atual
Maputo) em 1973. Filha de pai português e mãe moçambicana, a fadista até pode
surpreender nesta lista de cantores e músicos moçambicanos, mas Mariza nunca
negou as suas origens africanas.
Aliás, uma das suas músicas
de maior sucesso – Transparente – é dedicada precisamente à sua avó materna
africana.
Com apenas três anos
mudou-se, com a família, para Portugal e ali cresceu entre a Mouraria e Alfama,
bairros típicos lisboetas com tradição ligada ao Fado. A seguir a Amália
Rodrigues é, muito provavelmente, a fadista mais baladada da história daquele
tipo de música.
No segundo lugar do pódio
surge Samito. Nacido em Maputo, radicou-se na cidade de Montreal, no Canadá,
onde como compositor e produtor, faz furor na música eletrónica.
Em 2016, tornou-se conhecido
mundialmente por causa do seu hit “Tiku La Hina”. O músico tem diversos
trabalhos premiados e o seu primeiro álbum a solo venceu o prémio Félix 2017 na
categoria de World Music.
A fechar o pódio surge
Lionel Bastos. Nascido em 1956 em Maputo, é um cantor, compositor e produtor
musical que trabalha principalmente na África do Sul.
Nos anos de 1990 fez parte
de uma banda chamada Be Like Water que teve um hit chamado “Don’t Go On”. Ao
todo, Lionel editou seis álbuns a solo, todos nomeados para o South African
Music Awards. Em 2015, o seu álbum “Songs From My Phone” foi inteiramente
masterizado a partir de anotações de voz gravadas no iPhone, o que se acredita
ser o primeiro trabalho do género no mundo.
Em quarto lugar aperece o
cantor Luís Pereira, mais conhecido como Stewart Sukuma. Nascido em Cuamba, na
província do Niassa, Sukuma faz carreira desde o início dos anos de 1980.
Venceu o prémio moçambicano de música – Ngoma – em 1983. É diversas vezes
descrito como a voz masculina mais popular de Moçambique.
Elisa Domingas Jamisse surge
na quinta posição do ranking. De nome artístico Mingas, nasceu em Maputo e
começou a cantar muito cedo.
A sua música é uma mistura
de sons africanos ao ritmo do povo chope do sul de Moçambique. É uma das
cantoras mais famosas do estilo Marrabenta, tendo já cantado com nomes sonantes
como Miriam Makeba, Angélique Kidjo ou Gilberto Gil, entre muitos outros.
Na sexta posição surge
Wazimbo. Nascido no Chibuto, província de Gaza, cresceu no bairro Mafalala em
Maputo. Fez muito sucesso nos anos de 1980 e 1990. A sua música mais famosa
“Nwahulwana” fez parte da banda sonora do filme “A Promessa” com Jack
Nicholson.
O sétimo lugar é ocupado por
Lizha James. Nome famoso do estilo moçambicano Dzukuta Pandza, James nasceu em
Maputo. Gravou diversas músicas que foram sucessos e ganhou prémios. Em 2010,
gravou uma música com a brasileira Alcione.
Na oitava posição aparece
Neyma Julio Alfredo, repercussora dos estilos Marrabenta e Kizomba (este
angolano). O seu álbum “Arromba” de 2005 vendeu mais de 40 mil cópias só em
Moçambique e foi sucesso também em Angola, Cabo Verde e Portugal.
Moreira Chonguiça é o homem
que se segue. Saxofonista de jazz, é o criador do festival de jazz Morejazz de
Maputo. O seuu grupo The Moreira Project costuma tocar em diversos festivais de
jazz e música do mundo.
A fechar o ranking do top 10
surge uma voz de outros tempos. Afric Simone, vocalusta, músico e bailarino,
fez furor nos anos de 1970 e 1980. Conseguiu entrar nos tops europeus e fez
sucesso na chamada Europa de leste em países como a antiga União Soviética, a
Polónia ou a antiga Checoslováquia. Ainda hoje muitos se lembram dos seus hits
“Ramaya” e “Hafanana”. Esgotou o Olympia, em Paris, o The Royal Albert Hall, em
Londres, e o Carnegie Hall, em Nova Iorque.

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