A polícia moçambicana proibiu a circulação de pessoas e operações bancárias entre as 18:30 e as 06:30 locais no município de Mueda, norte do país, devido ao risco de ataques armados, refere um comunicado da corporação.


O comando da polícia em Mueda, província de Cabo Delgado, proíbe também o exercício de qualquer atividade comercial, entre as 18:30 (17:30 de Lisboa) e as 06:30.

O comunicado, assinado pelo chefe da secretaria do comando distrital de Mueda, subinspetor Alberto Patrício, avisa que irá impor “medidas severas” a quem desobedecer ao recolher obrigatório.

“Manter a ordem e tranquilidade dos cidadãos é a nossa aposta”, diz o comunicado, divulgado através das redes sociais.

O comando da polícia em Mueda enfatiza que o recolher obrigatório visa “facilitar o controlo da movimentação populacional na vila municipal de Mueda, de acordo com a situação de ameaça dos insurgentes”.

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma organização não governamental moçambicana, considerou ilegal o recolher obrigatório imposto no município, exigindo a anulação da medida.

“A limitação de direitos, liberdades e garantias constitucionais só pode ser feita nos termos da Constituição da República”, refere uma nota do CDD divulgada hoje.

Contactados pela Lusa, o Comando-Geral da PRM e o comando da polícia na província de Cabo Delgado ainda não se pronunciaram sobre o caso.