A Associação de Informação Jurídica (JUS MOZ), uma organização da sociedade civil, pediu hoje pena máxima para os instrutores suspeitos de engravidar 15 candidatas a polícias na Escola Prática da Polícia de Matalana, sul do país.
Em comunicado divulgado hoje,
a JUS MOZ assinala que a lei moçambicana pune com prisão e multa quem abusar da
sua autoridade ou função para “obter vantagem ou favorecimento sexual” e agrava
a sanção para pena máxima, em caso de gravidez.
“Manifestamos o nosso repúdio
e inconformismo com práticas que violam os direitos da mulher e da rapariga, sabendo
que ocorrem diariamente casos que atentam contra os direitos das mulheres e da
rapariga”, refere a nota de imprensa.
A JUS MOZ classificou como
"repugnantes" as declarações do presidente da Associação Moçambicana
dos Polícias (Amopaip), Nazário Muanambane, a um órgão de comunicação social
local, de que situações como a de Matalana ocorrem porque as instruendas
prestam favores sexuais aos instrutores, por serem "preguiçosas".
O caso veio a público há uma
semana, quando foi divulgada nas redes sociais uma ordem do comandante-geral da
Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, para a instauração
de um processo disciplinar contra instrutores da Escola Prática da Polícia de
Matalana, província de Maputo, por suspeitas de terem engravidado as 15 jovens
durante a formação.


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