Pelo menos cinco professores foram mortos e 61.789 alunos foram afetados pelos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou o chefe de Estado moçambicano.
Os terroristas, na
província de Cabo Delgado, assassinaram cinco professores e foram afetadas um
total de 138 escolas, ao serviço de 61.789 alunos”, disse Filipe Nyusi, falando
numa comunicação sobre os desafios do setor da educação e saúde na quinta-feira
na província de Manica, centro de Moçambique.
Além de afetar o
funcionamento das escolas, segundo o chefe de Estado moçambicano, os grupos
armados em Cabo Delgado destruíram total e parcialmente as instalações dos
serviços distritais de educação de Muidumbe, Quissanga e Macomia.
De acordo com as Nações
Unidas, os ataques armados já forçaram à fuga de mais de 250.000 pessoas de
distritos afetados pela violência, mais a norte da província.
Além das incursões armadas
no norte de Moçambique, Filipe Nyusi destacou desafios de segurança no setor da
educação nas províncias de Manica e Sofala, centro de Moçambique, onde, desde
agosto do último ano, um grupo dissidente da Resistência Nacional Moçambicana
(Renamo), principal partido de oposição, tem protagonizado ataques armados,
tendo provocado a morte de pelo menos 24 pessoas.
“As ações dos homens armados
na província de Manica afetaram nove escolas no distrito de Gondola, com 4.283
alunos, e uma escola em Macate, com 282 alunos. Na província de Sofala, foi
afetada uma escola, com 567 alunos”, declarou Filipe Nyusi.
Segundo o chefe de Estado, a
violência no centro e no norte de Moçambique afetou também um total de 691
unidades de saúde, ameaçando os esforços do Governo para expandir o acesso à
saúde no país.
“Esta violência gratuita,
além de representar a violação contra os direitos humanos que deve ser
condenada por todos, é um revês aos esforços para melhoria das condições de
saúde das comunidades”, declarou o chefe de Estado moçambicano.
Fonte: sapo


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